2. A Técnica: A luz e a formação da imagem na TV
2.1 - A contribuição do Olho Humano
A natureza é sábia. E com toda sua sabedoria dotou o homem de vários órgãos que permitem ao homem se comunicar.
O olho, carinhosamente apelidado de janelas para o mundo, é sem dúvida um dos elementos inspiradores dos artistas plásticos. Através deles a sensibilidade pode ser explorada, proporcionando emoções e diferentes interpretações.
O estudo da anatomia do olho humano foi, sem dúvida, fundamental para dar a primeiras noções sobre a formação da imagem.
Esta dissertação não tem a pretensão de estudar anatomia, mas consideramos de fundamental importância entender o processo da visão, para facilitar a compreensão da formação da imagem na TV.
O globo ocular é formado pela esclera, a parte branca do olho; a córnea, que é uma lente onde primeiramente passam os raios luminosos; a íris, onde está localizada a pupila, que tem a função de abrir ou fechar, deixando passar maior ou menor intensidade de luz; o cristalino, que é a lente responsável em ajustar automaticamente o foco da visão próxima ou distante; e a retina, que é a parte onde os raios luminosos são projetados.
Fig. 30: Corte do globo ocular
Na área central da retina está localizada a fóvea, que é uma depressão onde se dá o centro da projeção.
A retina é formada por milhões de células sensíveis à luz. A fóvea tem a maior concentração destas células, que são sensibilizadas pela intensidade luminosa que recebem e transformam o sinal luminoso em estímulos elétricos, que enviam por meio no nervo óptico as informações ao cérebro que por sua vez identifica a imagem como um todo.
Existem dois tipos de células sensíveis a luz espalhadas pela retina: os bastonetes e os cones. Os bastonetes tem capacidade para perceber o claro e o escuro, ou seja os níveis de cinza de uma imagem, desde o preto até o branco. O homem tem capacidade de distinguir até 150 níveis distintos de tons de cinza.
Os cones por sua vez, são divididos em três categorias: os que são sensibilizados apenas pelos componentes vermelhos, os que percebem apenas os componentes verdes e os que são estimulados apenas pelos componentes azuis da luz que recebem.
Fig. 31: Detalhe de cones e bastonetes na retina
A mistura proporcionalmente adequada destas três cores gera qualquer outra cor do espectro de luz visível.
A justificativa para o vermelho, o verde e o azul serem as cores básicas é que o vermelho é a menor freqüência de luz visível percebida pelo homem, abaixo dela está o infravermelho. O azul é a maior freqüência de luz visível percebida pelo homem, acima dela está o ultravioleta. E o verde é a freqüência de nível mais alto e intermediário entre o vermelho e o azul. A mistura proporcional destas três cores gera qualquer outra cor visível. Por isso o vermelho, o verde e o azul são consideradas as cores básicas para a luz e estão na fiaxa de freqüência visível cujo comprimento de onda vai de 400 a 700 nanômetros.
Fig. 32: Espectro da luz visível
Vale lembrar que as cores básicas para tinta diferem das cores básicas para luz. A tinta é pigmentação e a luz é freqüência do espectro de freqüências.
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